quarta-feira, 2 de maio de 2012










ATIVIDADE 2 – MÓDULO 3
ELEMENTOS CONSTITUINTES DE GÊNERO DE TEXTO  INTERROGATÓRIO à SUAS PARTICULARIDADES(CONTEÚDO TEMÁTICO, FORMA COMPOSICIONAL E ESTILO)

TIPO DE RELATO

TIPO DE LINGUAGEM

PESSOA DO RELATO

TIPOS DE PALAVRAS CARACTERÍSTICAS DO RELATO

INTERROGATÓRIOà

Relato de fatos na ordem em que ocorreram com descrição objetiva e minuciosa dos detalhes que cercam o ocorrido.

Uso misturado de uma linguagem mais formal com uma linguagem mais coloquial.










Relato em primeira pessoa

Presença de palavras que indicam precisão, tais como números, nomes e endereços completos.


Baseando-se neste contexto, abaixo estão os relatórios de interrogatório de cada uma das participantes do grupo 3, conforme segue:
Por Jurema:

Atividade 2 – Interrogatório

Delegado – Bom dia, Senhora. Precisamos fazer algumas perguntas sobre o fato ocorrido hoje pela manhã em seu prédio.
Silvia – Pois não.
Delegado – Em primeiro lugar é necessário qualificá-la como testemunha.
Silvia – Por quê qualificar? Não presenciei nada, apenas encontrei o homem caído em frente a minha porta.
Delegado – Entenda, senhora, esse é um procedimento de praxe: recebemos um chamado de seu apartamento e até o presente momento não temos identificação do corpo e nem uma outra testemunha. Por favor, nome completo, idade e RG.
Silvia – Jurema Silvia de Souza Alves, 32 anos, RG 01.000.000-1.
Delegado – Poderia citar seu endereço completo e o tempo que reside nesse local?
Silvia – Resido há cerca de oito anos na Av. Rio Claro, 1010, 5º andar, apto 503, Centro, São Paulo.
Delegado – Profissão e local de trabalho.
Silvia – Professora. Atualmente trabalho na Escola Estadual Maria Antonia Severo.
Delegado – Houve um chamado de seu apartamento para a delegacia denunciando a presença de um cadáver em frente ao seu apartamento. Quem fez a ligação?
Silvia – Eu mesma liguei. Fiquei apavorada e não sabia a quem recorrer, pois não vi mais ninguém no corredor.
Delegado – Há que horas foi essa ligação e quanto tempo depois de encontrar o corpo tomou essa iniciativa?
Silvia – Bem, não sei ao certo. A julgar pela hora que me levantei e tendo em vista que foi logo em seguida que ouvi a campainha, penso que devo ter ligado por volta das 7h10min, imediatamente após ter percebido que o homem estava sem vida.
Delegado – A senhora disse ter ouvido a campainha? Então havia mais alguém?
Silvia – Se havia mais alguém, eu não vi. Sei que ao ouvir a campainha sai para atender e me deparei com o corpo caído na soleira da minha porta. Fiquei com medo, mas quando percebi o corpo imóvel, toquei nele e senti que estava frio e rígido. Não poderia ter sido ele a tocar a campainha. Fechei a porta correndo e a primeira coisa que me veio à mente foi acionar a polícia. Não pensei em ficar procurando ninguém.
Delegado – Quanto tempo a Senhora estima que levou do momento que ouviu a campainha até abrir a porta?
Silvia – Penso que não chegou a 1 minuto. Foi o tempo de secar o rosto e caminhar até a porta.
Delegado – Lembra-se de ter ouvido algum barulho antes do toque da campainha?
Silvia – Não, não que tenha prestado atenção. Sempre faço tudo muito rápido de manhã e costumo deixar a televisão ligada para ir ouvindo as notícias.
Delegado – Entendo. A Senhora conhece a vítima?
Silvia – Não, não tenho a menor idéia de quem seja.
Delegado – Lembra-se de já tê-lo visto no prédio?
Silvia – Não. Costumo encontrar diferentes pessoas no elevador, nos corredores e no hall de entrada. Mas a imagem desse homem não é familiar.
Delegado – A Senhora conhece as pessoas que moram em seu andar?
Silvia – São apenas quatro apartamentos por andar. Os outros três também são ocupados por pessoas que moram sozinhas e trabalham o tempo todo. Dificilmente nos comunicamos, a não ser quando nos deparamos ao sair ou chegar. Mas sei que um dos moradores é bem recente: deve ter se mudado há uns seis meses.
Delegado – Costuma perceber alguma movimentação estranha em algum dos apartamentos?
Silvia – Sinceramente, nunca presto atenção. Às vezes, nos finais de semana, é comum alguma movimentação maior, pois devem receber visitas, o que é aparentemente normal. 
Delegado – Especificamente na noite passada, a que horas chegou em casa? Percebeu algum sinal de festa ou movimentação estranha?
Silvia – Por volta das 20 horas. Não notei nada diferente.
Delegado – Algo mais que a Senhora gostaria de acrescentar?
Silvia – Não, nada mais.
Delegado – Então, por hora, agradecemos sua contribuição. Talvez seja necessário ouvi-la novamente, mas a avisaremos se for o caso. Tenha um bom dia.
Silvia – Bom dia.


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 Por Mônica:

Numa manhã de outono, após acordar e iniciar seu ritual de preparação para mais um dia de muito trabalho e compromissos, Augusta foi interrompida pelo toque da campainha, enxugou rapidamente seu rosto e, correndo, foi atender a porta. Nem imaginava que estava tendo início uma manhã tumultuada como nunca antes tinha vivido e, num piscar de olhos, se viu diante de um delegado de polícia tendo que responder a uma série de perguntas...
     Sexta-feira, 20 de abril de 2012, 8 horas da manhã. Augusta Pereira, funcionária de uma loja de departamentos, 46 anos, residente a rua Getúlio Vargas nº 100.
     Distrito Policial da cidade de Paraibuna. Tem início um confuso interrogatório:
     Delegado: Senhora Augusta, bom dia. Estamos diante de uma situação inusitada em nossa pacata cidade e precisamos de esclarecimentos. O que a senhora  tem a relatar sobre o cadáver encontrado em sua porta pela manhã de hoje?
     Augusta: Senhor Delegado. Estava eu em minha residência e, quando abri a porta,  deparei-me com um corpo e é só.
     Delegado: Isso eu já sei. A senhora necessita melhor relatar os fatos, afinal não é todo dia que encontramos em nossa porta um cadáver. Além de identificarmos o corpo, precisamos conhecer o autor do crime? Já lhe passou pela cabeça que podemos pensar que a senhora tem algo relacionado a isso tudo?
     Augusta: Pelo amor de Deus delegado, eu jamais seria capaz de matar alguém! Eu o encontrei em minha porta pela manhã e ainda toquei no homem achando que teria sido ele quem apertou minha campainha! Pensei que estivesse passando mal, desmaiado, sei lá! Acordei preocupada com os mil compromissos do meu dia e agora tenho que ficar aqui, não imagino até que horas, dando conta da vida desse defunto! É o fim!
     Delegado: Preste atenção minha senhora: diante dos fatos, fique preocupada somente em nos esclarecer o que sabe. Sente-se nesta cadeira e inicie seu depoimento, caso contrário não irá tão cedo dar conta de cumprir com seus compromissos! Colabore com a investigação e relate o que sabe sobre o acontecido!
     Augusta: Está bem....Acordei, como de costume bem cedo, iniciei minha higiene matinal e fui atender a porta porque alguém tocou a campainha. Foi quando vi um homem caído. Chamei por ele e não respondeu. Olhei ao redor para tentar encontrar alguém que o acompanhasse e nada vi. Por isso achei melhor tocá-lo para tentar saber o que queria e senti que estava frio, sem vida.  Assustei-me e corri para dentro. Telefonei para a polícia e, desesperada, disse que tinha um cadáver na minha porta. Após uma eternidade, chegou a viatura e agora estou  aqui.
     Delegado: Muito bem senhora Augusta, conseguimos evoluir. Agora me responda: Conhece esse homem? Sabe de quem se trata? Por que estava em sua porta?
     Augusta: Nunca o vi delegado! Longe de mim! Por acaso o Senhor suspeita que tenho alguma coisa com esse homem?
     Delegado: Quando se tem um cadáver, uma testemunha impaciente e pouco a se dizer sobre o ocorrido, qualquer pessoa pode ser suspeita, não acha?
     Augusta: Eu estou impaciente pelo fato de ter um dia atípico e muito o que fazer, só isso! Declaro não conhecê-lo e pode acreditar que o que digo é a mais pura verdade. Perdoe-me delegado. Nunca vivi situação tão difícil. Pode contar comigo para o que precisar. Estou me acalmando e começo a  pensar que, além de alguém ter perdido a vida, há familiares que receberão uma notícia desagradável no dia de hoje. Não gostaria que tal tragédia acontecesse comigo.
     Delegado: Pois bem, pelo que já temos conhecimento, o homem encontrado em sua porta chama-se Raimundo de Souza e possuía em um de seus bolsos uma foto da senhora.Tem algo a nos dizer agora?
     Augusta: Meu Deus! Como uma pessoa que nunca vi antes estaria com uma foto minha? Só pode estar havendo um engano!
     Delegado: Tomara mesmo que seja um engano, caso contrário a senhora perderá muitos outros dias cheios de compromissos para que nossa investigação seja finalizada com sucesso.
     Augusta: Posso ver a foto delegado?
     Delegado: Claro que sim. Está aqui. E então?
     Augusta: Senhor....mas esta não sou eu! A pessoa da foto é morena, magra e usa aparelhos nos dentes. Olha só o sorriso dela! É evidente que não sou eu!
     Delegado: Senhora Augusta: esta foto deve ter uns 15 anos. Após uma determinada idade, a maioria das mulheres engordam, ficam loiras e o aparelho ortodôntico todo mundo sabe que não é utilizado por toda a vida. Estamos investigando e a senhora não deve ausentar-se da cidade enquanto não forem esclarecidos os fatos. Caso não se dê por satisfeita, posso detê-la e passará uns bons dias em uma das celas desta Delegacia. Algo mais a dizer?
     Augusta: Só posso dizer que ser chamada de gorda é demais!
 


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Por Maria Antonia:

INTERROGATÓRIO SOBRE O CASO DA AVENIDA ATLÂNTIDA – ZONA SUL /SP

O fato ocorreu na madrugada de 22 de abril de 2012, no Edifício São Gotardo, localizado na Avenida Atlântida, nº 512 – 17º andar – aptº 171, no bairro de São Félix, zona Sul de São Paulo.
Conforme relato do morador do apartamento citado acima, o médico Sandro Apolinário ,    após um plantão intenso  no feriado de 21 de abril, no PS do HC e em mais dois hospitais da rede pública de São Paulo,  acordou atrasado para mais um dia de trabalho. Entre  a correria de preparar o café e fazer a barba,  ouviu o toque da campainha e  correu para atender a porta, pensando se tratar de uma emergência. Quando abriu a porta, percebeu um vulto que correu para a escada e a sua frente,  estava uma mulher loira, com vestido vermelho e sapatos de salto, deitada de bruços. Ele abaixou-se para ver se estava tudo bem e ao tocar no corpo da mulher, percebeu que ela estava gelada. Ele tentou então, ouvir os batimentos cardíacos, mas percebeu que já era tarde, pois a mesma estava morta. Nesse momento ele ouviu alguém  bater a porta.  Calmamente então, ele entrou em seu apartamento e resolveu chamar a polícia. Ligou para o 190 e ficou por cerca de 10 minutos aguardando ser atendido e foi orientado para chamar o Samu através do 192, mas ele informou que já era tarde, pois a mulher estava morta. O investigador Sampaio  e o delegado Plínio do 43º  DP, que estão cuidando do caso, começaram na manhã de hoje, o interrogatório que assim se sucede:
 -Delegado: Dr. Sandro, a que horas o fato ocorreu?
- Sandro: Bem delegado, eu estava atrasado para o plantão, depois de um final de semana de muito trabalho e, como de costume todas as manhãs, após colocar o café para ser feito em minha cafeteira, enquanto faço a barba e tomo meu banho, apanho o jornal deixado em minha porta e com uma rápida leitura das notícias durante o café, dou uma pequena relaxada.   Porém, ontem à noite, quando cheguei, avisei para o porteiro que deixasse na portaria o meu jornal e, diante desse fato, achei estranho a campainha ser tocada logo de manhã. Então pensei que fosse meu vizinho que precisasse de ajuda e corri para atender a porta.
- Delegado: Mas, o seu vizinho está doente?
- Sandro: Que eu saiba não? Mas o senhor sabe, né... um velho que mora sozinho e sempre têm visitas de mulheres  diferentes em seu apartamento, principalmente em feriados e finais de semana... é um entra e sai constante... Nunca se sabe, não é???
-Delegado: Então o Senhor acha que quem matou a mulher foi o seu vizinho???
-Sandro: Eu não acho nada, senhor delegado! O fato é que no apartamento dele sempre há uma movimentação de pessoas que não moram no prédio... Rola até umas “festinhas” de madrugada, mas nunca participei de nenhuma delas não senhor.
-Delegado: Então estava tendo uma festa no apartamento ao lado?
- Sandro: Não, eu não disse isso! Eu disse que ouvi o barulho da campainha e achei estranho, por isso fui atender. Só isso!
- Delegado: Mas o senhor disse que o vizinho costuma dar festinhas? O senhor não viu mais ninguém estranho circulando por ali na hora que tocaram a campainha?
- Sandro: Vi um vulto de um homem que correu para as escadas, mas como pensei que se tratasse de um ladrão, olhei para o outro lado e então vi o  corpo da mulher estendido no chão.
- Delegado:  E ninguém mais apareceu? O Senhor não ouviu nenhum outro barulho?
- Sandro: Ah! Ia me esquecendo... eu percebi que na hora em que me abaixei para socorrer a mulher, alguém bateu a porta para fechá-la com força.
- Delegado: Então o senhor confessa que tinha mais alguém no corredor? Não é mesmo?
- Sandro: Eu não disse isso. Eu ouvi o barulho de uma porta se fechando mas, não vi ninguém, não posso afirmar nada.
- Delegado: O senhor não acha que está muito calmo para um caso desses, Doutor?
- Sandro: Delegado, eu estou acostumado a ver casos muito mais bizarros no PS dos hospitais que eu atendo, por isso o senhor acha que eu estaria nervoso, por qual motivo? Eu não tenho nada a ver com isso! Nem conheço a vítima! Nem falo com meu vizinho!!!!
- Delegado: Mas o senhor disse que viu alguém no corredor? Não foi?
- Sandro:  Vi o vulto de alguém que estava correndo assustado talvez? Ouvi o barulho de uma porta que se fechou  bruscamente... mas, nem por isso  eu iria deixar de atender os fatos, já que pelo que constatei, a mulher sofreu uma parada cardíaca e não teve tempo de ser socorrida, por isso foi abandonada ali no corredor, em frente a minha porta.
- Delegado: E como o senhor sabe que a vítima sofreu uma parada cardíaca, se ela estava deitada de bruços enfrente ao seu apartamento?
- Sandro: Delegado, eu sou médico de PS e estou acostumado a ver pessoas que sofrem parada cardíaca. É elementar, basta o senhor olhar para as unhas e para os lábios dela e verá que estão cianóticos, isso denota uma morte súbita por parada cardíaca.
- Delegado: Eu julgava que ela estivesse com a boca e as unhas pintadas, porque hoje em dia as mulheres usam maquiagem de todas as cores... , principalmente as loiras que gostam de maquiagens inovadoras! Então não é pintura? Não é esmalte azul???
- Sandro: Delegado, eu não entendo de maquiagem! Agora, posso ir para casa  terminar de fazer a barba, tomar o meu banho e fazer o meu desjejum, acompanhado da leitura do meu jornal? Estou dispensado?
-  Delegado: Só mais uma coisinha Doutor: O senhor atende pelo convênio do Iamspe? Sabe, eu preciso fazer um chek up, pois como o senhor sabe né, essa vida corrida, trabalhando muitas horas, até de madrugada, nunca se sabe o que vai acontecer, não é mesmo? Ainda mais, que nas clínicas conveniadas existe um número de cotas para ser atendido, sabe?
- Sandro: Passa lá no P S do HC que eu vejo um jeitinho de encaixar o Senhor para uma consultinha, porque o Servidor está em greve e eu não sei quando vão voltar ao normal e nas clínicas conveniadas... pagam muito pouco , por isso eu não estou atendendo mais.

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