sexta-feira, 27 de abril de 2012



INTERROGATÓRIO SOBRE O CASO DA AVENIDA ATLÂNTIDA – ZONA SUL /SP


O fato ocorreu na madrugada de 22 de abril de 2012, no Edifício São Gotardo, localizado na Avenida Atlântida, nº 512 – 17º andar – aptº 171, no bairro de São Félix, zona Sul de São Paulo.

Conforme relato do morador do apartamento citado acima, o médico Sandro Apolinário ,    após um plantão intenso  no feriado de 21 de abril, no PS do HC e em mais dois hospitais da rede pública de São Paulo,  acordou atrasado para mais um dia de trabalho. Entre  a correria de preparar o café e fazer a barba,  ouviu o toque da campainha e  correu para atender a porta, pensando se tratar de uma emergência. Quando abriu a porta, percebeu um vulto que correu para a escada e a sua frente,  estava uma mulher loira, com vestido vermelho e sapatos de salto, deitada de bruços. Ele abaixou-se para ver se estava tudo bem e ao tocar no corpo da mulher, percebeu que ela estava gelada. Ele tentou então, ouvir os batimentos cardíacos, mas percebeu que já era tarde, pois a mesma estava morta. Nesse momento ele ouviu alguém  bater a porta.  Calmamente então, ele entrou em seu apartamento e resolveu chamar a polícia. Ligou para o 190 e ficou por cerca de 10 minutos aguardando ser atendido e foi orientado para chamar o Samu através do 192, mas ele informou que já era tarde, pois a mulher estava morta. O investigador Sampaio  e o delegado Plínio do 43º  DP, que estão cuidando do caso, começaram na manhã de hoje, o interrogatório que assim se sucede:

 -Delegado: Dr. Sandro, a que horas o fato ocorreu?

- Sandro: Bem delegado, eu estava atrasado para o plantão, depois de um final de semana de muito trabalho e, como de costume todas as manhãs, após colocar o café para ser feito em minha cafeteira, enquanto faço a barba e tomo meu banho, apanho o jornal deixado em minha porta e com uma rápida leitura das notícias durante o café, dou uma pequena relaxada.   Porém, ontem à noite, quando cheguei, avisei para o porteiro que deixasse na portaria o meu jornal e, diante desse fato, achei estranho a campainha ser tocada logo de manhã. Então pensei que fosse meu vizinho que precisasse de ajuda e corri para atender a porta.

- Delegado: Mas, o seu vizinho está doente?

- Sandro: Que eu saiba não? Mas o senhor sabe, né... um velho que mora sozinho e sempre têm visitas de mulheres  diferentes em seu apartamento, principalmente em feriados e finais de semana... é um entra e sai constante... Nunca se sabe, não é???

-Delegado: Então o Senhor acha que quem matou a mulher foi o seu vizinho???

-Sandro: Eu não acho nada, senhor delegado! O fato é que no apartamento dele sempre há uma movimentação de pessoas que não moram no prédio... Rola até umas “festinhas” de madrugada, mas nunca participei de nenhuma delas não senhor.

-Delegado: Então estava tendo uma festa no apartamento ao lado?

- Sandro: Não, eu não disse isso! Eu disse que ouvi o barulho da campainha e achei estranho, por isso fui atender. Só isso!

- Delegado: Mas o senhor disse que o vizinho costuma dar festinhas? O senhor não viu mais ninguém estranho circulando por ali na hora que tocaram a campainha?

- Sandro: Vi um vulto de um homem que correu para as escadas, mas como pensei que se tratasse de um ladrão, olhei para o outro lado e então vi o  corpo da mulher estendido no chão.

- Delegado:  E ninguém mais apareceu? O Senhor não ouviu nenhum outro barulho?

- Sandro: Ah! Ia me esquecendo... eu percebi que na hora em que me abaixei para socorrer a mulher, alguém bateu a porta para fechá-la com força.

- Delegado: Então o senhor confessa que tinha mais alguém no corredor? Não é mesmo?

- Sandro: Eu não disse isso. Eu ouvi o barulho de uma porta se fechando mas, não vi ninguém, não posso afirmar nada.

- Delegado: O senhor não acha que está muito calmo para um caso desses, Doutor?

- Sandro: Delegado, eu estou acostumado a ver casos muito mais bizarros no PS dos hospitais que eu atendo, por isso o senhor acha que eu estaria nervoso, por qual motivo? Eu não tenho nada a ver com isso! Nem conheço a vítima! Nem falo com meu vizinho!!!!

- Delegado: Mas o senhor disse que viu alguém no corredor? Não foi?

- Sandro:  Vi o vulto de alguém que estava correndo assustado talvez? Ouvi o barulho de uma porta que se fechou  bruscamente... mas, nem por isso  eu iria deixar de atender os fatos, já que pelo que constatei, a mulher sofreu uma parada cardíaca e não teve tempo de ser socorrida, por isso foi abandonada ali no corredor, em frente a minha porta.

- Delegado: E como o senhor sabe que a vítima sofreu uma parada cardíaca, se ela estava deitada de bruços enfrente ao seu apartamento?

- Sandro: Delegado, eu sou médico de PS e estou acostumado a ver pessoas que sofrem parada cardíaca. É elementar, basta o senhor olhar para as unhas e para os lábios dela e verá que estão cianóticos, isso denota uma morte súbita por parada cardíaca.

- Delegado: Eu julgava que ela estivesse com a boca e as unhas pintadas, porque hoje em dia as mulheres usam maquiagem de todas as cores... , principalmente as loiras que gostam de maquiagens inovadoras! Então não é pintura? Não é esmalte azul???

- Sandro: Delegado, eu não entendo de maquiagem! Agora, posso ir para casa  terminar de fazer a barba, tomar o meu banho e fazer o meu desjejum, acompanhado da leitura do meu jornal? Estou dispensado?

-  Delegado: Só mais uma coisinha Doutor: O senhor atende pelo convênio do Iamspe? Sabe, eu preciso fazer um chek up, pois como o senhor sabe né, essa vida corrida, trabalhando muitas horas, até de madrugada, nunca se sabe o que vai acontecer, não é mesmo? Ainda mais, que nas clínicas conveniadas existe um número de cotas para ser atendido, sabe?

- Sandro: Passa lá no P S do HC que eu vejo um jeitinho de encaixar o Senhor para uma consultinha, porque o Servidor está em greve e eu não sei quando vão voltar ao normal e nas clínicas conveniadas... pagam muito pouco , por isso eu não estou atendendo mais.

 Maria Antonia



Depoimento de Leitura e Escrita produzido  no módulo 2 do curso "Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade - Leitura e Escrita em Contexto Digital, que me fizeram remexer o baú de felicidades que foi a minha infância e adolescência e, que continua sendo ainda hoje e o será por toda a minha eternidade, pois acredito que mesmo que haja outras vidas, nunca apagamos da nossa alma o que fica gravado  em nossa  memória. Bendita seja ela!



“...Ah! os santos e benditos caderninhos, quantos eu tive em toda a minha vida... Escrevia poesias, poemas, cartas a mim mesma, pequenos contos... Minha imaginação corria solta pelas linhas do caderninho de cabeceira. Eu tinha por costume toda noite, antes de dormir, escrever alguma coisa. Sempre fui muito romântica e qualquer coisa diferente fertilizava a minha imaginação... é uma pena que eu queimei todos os meus escritos, pois ficava receosa de alguém ler e me criticar. Uma vez peguei minha mãe lendo meus cadernos (estavam escondidos debaixo do meu colchão e no fundo da gaveta de lençóis e mesmo assim ela achou, que raiva....) e então eu fiquei muito brava com ela e acabei por queimá-los. Hoje, escrevo pouco e leio muito, talvez seja algum recalque que ficou no meu inconsciente ainda, sei lá... mas admiro muito as pessoas que anotam tudo... concordo plenamente que os livros promovem a reflexão, autonomia e a sensação de pertencimento ao mundo letrado. Também agradeço muito à Deus e aos meus pais e familiares que me incentivaram sempre a estudar, pois eles sempre afirmavam, que o letramento, a sabedoria, o conhecimento e estudo, enfim, são os tesouros mais preciosos, que ladrão algum possa nos roubar, mesmo que roubem a nossa vida...

“...A   Monica,  colega cursista e membro do meu grupo de trabalhos, fez com que eu viajasse no tempo para a minha querida infância quando falou sobre as “canetinhas sylvapen”... Meu querido e amado pai sempre me comprava (com muito sacrifício, pois a vida era muito dura para nós) um estojinho, caderno de desenho, caligrafia e linguagem, lápis, caneta tinteiro, esferográfica, lápis de cor, giz de cera, giz(branco e colorido) e apagador e, as famosas canetinhas sylvapen, para as minhas férias... quanta saudade! As minhas coleguinhas e meus primos vinham passar as férias na minha casa (sempre morei na roça e continuo na mesma casa, que ainda é uma chácara) e nós fazíamos uma verdadeira escolinha (parecida com a do Prof. Raimundo). Tínhamos até uma lousa que meu pai havia feito para mim. Aprendíamos e ensinávamos também. Nos reuníamos até para ensinar as crianças da olaria, próxima à minha casa... Como era saudável, pois meu avô paterno, que era um ex-padre italiano, adorava nos ensinar também. Meu avô materno, sentava na taipa do fogão à lenha e ficava contando para os netos, histórias de Pedro Malazartes, saci pererê, caipora, lobisomem, etc... Minha mãe e meu pai só tinham o ensino primário, mas eram muito "letrados"; estavam sempre lendo jornais, revistas (cruzeiro e manchete, fatos e fotos, etc ...) e liam todas as reportagens, estavam sempre lendo alguma coisa e isso fazia com que nós nos estimulássemos a ler porque eles não queriam receber reclamações da professora quando voltássemos às aulas. Sabe, meu pai comprava canetinhas sylvapen para ele também, pois à noite, após o jantar, ele desenhava e escrevia (fazia umas historinhas em quadrinhos para meu irmão e para mim, as quais sempre tinham continuidade no dia seguinte...); minha mãe costumava ler antes de dormirmos. Meu pai contava uma historinha toda noite antes de dormirmos e fazia perguntas para ver se havíamos entendido. É lógico que sempre usavam histórias de cunho moral ou fábulas. Era muito bom! Pena que agora eu não posso mais ouvir suas histórias e nem ler seus quadrinhos...

“... O Marcelo, nosso tutor do curso Leitura e Escrita, através de seu depoimento, também me fez voltar há alguns anos atrás e me provocou emoções, pois sou readaptada e fiquei trabalhando por cerca de oito anos na biblioteca da escola e, por incrível que pareça, comigo aconteceu o mesmo que ele relatou, porque eu tive que reorganizar o espaço e classificar todos os livros, que há muito estavam abandonados em caixotes e pelos cantos e, como eu estava sempre em contato com os alunos, quando ainda lecionava, eles não se desgarraram de mim, muito pelo contrário, foram para a biblioteca, com o intuito de fugirem das aulas que não gostavam e usavam da desculpa que queriam ajudar a organizar os livros e então, aqueles que eram mais "terríveis" em sala de aula, adoravam a idéia de dar uma escapadinha das aulas e se esconder na biblioteca e eu, para aproveitar do ensejo, introduzia a leitura na vida deles, e dessa forma eles começaram a tomar gosto pela boa literatura, claro que começaram por livros de poucas páginas escritas e muitos desenhos ou fotos e à medida que foram se acostumando (talvez por "osmose" que eu causava a eles), começaram a levar emprestado para casa os livros de literatura clássica. Assim, de forma um pouco de "pressão por leitura, da minha parte em relação a eles", começaram  a ter gosto pelos livros, pela pesquisa e pela arte, porque viram que podiam se expressar melhor e mostrar o verdadeiro valor deles para os demais. Com isso, começaram a criar pequenos textos com ilustrações,  para o mural da escola, depois vieram as peças teatrais e por fim, alguns se interessaram tanto pelas "letras", que começaram a fazer teatro (como você, Marcelo, e sua amiga). Hoje, alguns deles são artistas amadores de teatro (mais por hobby do que por profissão) nas horas de folga de seus trabalhos... A biblioteca da escola é um espaço riquíssimo para se explorar o que há de melhor nos alunos. Dá trabalho colocar na cabecinha deles que ler é bom.... claro que dá, mas sem o esforço da busca, não haverá a alegria da recompensa do encontro! Vejo o trabalho da sala de leitura da minha escola hoje, que por sinal conta com duas excelentes professoras, que não são de português, mas sim de geografia e artes e que com muito esforço, dedicação, paciência e carinho, procuram estimular os alunos a lerem e a desenvolverem projetos dentro da U.E.  e também estimulam muito os mesmos a fazerem peças teatrais para apresentarem aos coleguinhas de escola. Isso é muito gratificante, porque vemos que o trabalho que começamos um dia, continua sendo elaborado, com o mesmo empenho e dedicação.



Maria Antonia

Depoimento


     Bom dia!

     O depoimento produzido no módulo 2 do curso "Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade - Leitura e Escrita em Contexto Digital", conduziu seus participantes ao passado, relembrando como era a alfabetização em sua época, os primeiros contatos com o mundo das letras. Aqui estão minhas lembranças.....Abraços a todos.


      Mesmo antes de entrar na escola, sentia enorme curiosidade pelas letras e símbolos. Quando viajava com meus pais, adorava levar um pequeno bloco e um lápis para poder reproduzir o que enxergava nas placas da estrada e questionava-os sobre os seus significados. Eu adorava! O que mais gostava de ganhar, além de brinquedos é claro, eram cadernos, lápis de cor e canetinhas coloridas - as saudosas sylvapen. Tinha sempre alguém me presenteando com esse arsenal. Após ingressar na escola, já conhecia o alfabeto e daí  aprender a ler e escrever foi muito rápido. Por vários anos li gibis, viajava nas historinhas do Maurício de Souza e sempre queria comprar mais e mais. Além dos gibis, as palavras cruzadas também eram minhas preferidas - esse hábito adquiri porque meu pai as adorava. 
     Quando cheguei na quinta série, fui apresentada à Coleção Vagalume. Como gostava! Acho que li todos os livros dessa coleção. No início sob o incentivo e cobrança da professora, pois tinha que interpretar o que esses livros contavam, depois por querer conhecer o que os outros livros da coleção tinham como conteúdo - havia suspense e emoção em todos os volumes. Esse incentivo foi fundamental. Leio muito até hoje, diferentes estilos de literatura.
     Quem muito lê, se expressa com maior facilidade, é capaz de se comunicar melhor e se apropriar de uma gama infinita de conhecimentos.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

PARA REFLETIR  UM POUCO...



"...Um dos maiores segredos da existência é o autoconhecimento e a compreensão de que não somos heróis, mas seres humanos sujeitos a inúmeras falhas. 
Enxergar nossas limitações e imperfeições pode nos causar uma breve inquietação, mas também pode nos dar uma oportunidade preciosa para transformar ansiedade em criatividade, decepções em tolerância e perdas em maturidade.
Para isso, nutra sua emoção e seu intelecto com sabedoria, humildade, generosidade e tranquilidade.
Embora muitos tenham uma mesa farta, vivemos numa sociedade de famintos. Desejo que seus dias sejam felizes mesmo diante dos seus desertos..." (Augusto Cury)

Estou lendo o livro "A Sabedoria Nossa de Cada Dia" - Augusto Cury e achei muito linda essa citação dele na abertura do livro, por isso resolvi postá-la hoje como uma pausa para reflexão.  Maria Antonia

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Atividade do módulo 3 - Interrogatório


     Numa manhã de outono, após acordar e iniciar seu ritual de preparação para mais um dia de muito trabalho e compromissos, Augusta foi interrompida pelo toque da campainha, enxugou rapidamente seu rosto e, correndo, foi atender a porta. Nem imaginava que estava tendo início uma manhã tumultuada como nunca antes tinha vivido e, num piscar de olhos, se viu diante de um delegado de polícia tendo que responder a uma série de perguntas...
     Sexta-feira, 20 de abril de 2012, 8 horas da manhã. Augusta Pereira, funcionária de uma loja de departamentos, 46 anos, residente a rua Getúlio Vargas nº 100.
     Distrito Policial da cidade de Paraibuna. Tem início um confuso interrogatório:

     Delegado: Senhora Augusta, bom dia. Estamos diante de uma situação inusitada em nossa pacata cidade e precisamos de esclarecimentos. O que a senhora  tem a relatar sobre o cadáver encontrado em sua porta pela manhã de hoje?
     Augusta: Senhor Delegado. Estava eu em minha residência e, quando abri a porta,  deparei-me com um corpo e é só.
     Delegado: Isso eu já sei. A senhora necessita melhor relatar os fatos, afinal não é todo dia que encontramos em nossa porta um cadáver. Além de identificarmos o corpo, precisamos conhecer o autor do crime? Já lhe passou pela cabeça que podemos pensar que a senhora tem algo relacionado a isso tudo?
     Augusta: Pelo amor de Deus delegado, eu jamais seria capaz de matar alguém! Eu o encontrei em minha porta pela manhã e ainda toquei no homem achando que teria sido ele quem apertou minha campainha! Pensei que estivesse passando mal, desmaiado, sei lá! Acordei preocupada com os mil compromissos do meu dia e agora tenho que ficar aqui, não imagino até que horas, dando conta da vida desse defunto! É o fim!
     Delegado: Preste atenção minha senhora: diante dos fatos, fique preocupada somente em nos esclarecer o que sabe. Sente-se nesta cadeira e inicie seu depoimento, caso contrário não irá tão cedo dar conta de cumprir com seus compromissos! Colabore com a investigação e relate o que sabe sobre o acontecido!
     Augusta: Está bem....Acordei, como de costume bem cedo, iniciei minha higiene matinal e fui atender a porta porque alguém tocou a campainha. Foi quando vi um homem caído. Chamei por ele e não respondeu. Olhei ao redor para tentar encontrar alguém que o acompanhasse e nada vi. Por isso achei melhor tocá-lo para tentar saber o que queria e senti que estava frio, sem vida.  Assustei-me e corri para dentro. Telefonei para a polícia e, desesperada, disse que tinha um cadáver na minha porta. Após uma eternidade, chegou a viatura e agora estou  aqui.
     Delegado: Muito bem senhora Augusta, conseguimos evoluir. Agora me responda: Conhece esse homem? Sabe de quem se trata? Por que estava em sua porta?
     Augusta: Nunca o vi delegado! Longe de mim! Por acaso o Senhor suspeita que tenho alguma coisa com esse homem?
     Delegado: Quando se tem um cadáver, uma testemunha impaciente e pouco a se dizer sobre o ocorrido, qualquer pessoa pode ser suspeita, não acha?

     Augusta: Eu estou impaciente pelo fato de ter um dia atípico e muito o que fazer, só isso! Declaro não conhecê-lo e pode acreditar que o que digo é a mais pura verdade. Perdoe-me delegado. Nunca vivi situação tão difícil. Pode contar comigo para o que precisar. Estou me acalmando e começo a  pensar que, além de alguém ter perdido a vida, há familiares que receberão uma notícia desagradável no dia de hoje. Não gostaria que tal tragédia acontecesse comigo.
     Delegado: Pois bem, pelo que já temos conhecimento, o homem encontrado em sua porta chama-se Raimundo de Souza e possuía em um de seus bolsos uma foto da senhora.Tem algo a nos dizer agora?
     Augusta: Meu Deus! Como uma pessoa que nunca vi antes estaria com uma foto minha? Só pode estar havendo um engano!
     Delegado: Tomara mesmo que seja um engano, caso contrário a senhora perderá muitos outros dias cheios de compromissos para que nossa investigação seja finalizada com sucesso.
     Augusta: Posso ver a foto delegado?
     Delegado: Claro que sim. Está aqui. E então?
     Augusta: Senhor....mas esta não sou eu! A pessoa da foto é morena, magra e usa aparelhos nos dentes. Olha só o sorriso dela! É evidente que não sou eu!
     Delegado: Senhora Augusta: esta foto deve ter uns 15 anos. Após uma determinada idade, as mulheres engordam, ficam loiras e, quanto ao aparelho ortodôntico, todo mundo sabe que não é utilizado por toda a vida. Estamos investigando e a senhora não deve ausentar-se da cidade enquanto não forem esclarecidos os fatos. Caso não se dê por satisfeita, posso detê-la e passará uns bons dias em uma das celas desta Delegacia. Algo mais a dizer?
     Augusta: Só posso dizer que ser chamada de gorda é demais!

Para refletir...


A leitura nos proporciona viagens inesquecíveis. Viva várias viagens em apenas uma vida. Leia! Incentive seus alunos sempre!

segunda-feira, 23 de abril de 2012











Este blog foi criado para apresentação de trabalhos realizados no curso de Leitura e Escrita em Contexto Digital - Turma 50 - 2012, pela Escola de Formação Paulo Renato de Souza - http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br


Este curso faz parte de um programa de formação continuada para professores PEB II de todas as áreas e disciplinas e pretende com a Prática de Leitura e Escrita na Contemporaneidade, ampliar a formação dos participantes para que possam tomar parte de forma mais efetiva nas práticas atuais que envolvem a leitura e a escrita em diversos contextos, situações, suportes e mídias, uma das exigências para uma participação mais efetiva, letrada e cidadã na sociedade.

A ideia do curso é refletir e exercer, com os educadores em formação, práticas de leitura e escrita em ambientes digitais interativos. A partir dessas vivências, pretende-se trabalhar com diferentes abordagens de circulação, compreensão e produção de textos - em diferentes gêneros, modalidades e linguagens - nas salas de aula da rede pública estadual.

O grupo criador deste blog é composto por três professoras da rede estadual, cujos perfis estão abaixo relacionados:

JUREMA SILVIA DE SOUZA ALVES (Cursista) 
Pindamonhangaba-SP 
"No exercício do Magistério Público Estadual Paulista tive a oportunidade de vivenciar momentos de aprendizagem como docente, professora coordenadora, diretora de escola e supervisora de ensino -meu atual cargo. Em cada uma dessas funções pude verificar como é difícil e ao mesmo tempo gratificante trabalhar na área educacional: é preciso ser perseverante e estar sempre em busca do próprio aperfeiçoamento. Por isso estou aqui, em mais um momento com possibilidades de novos aprendizados. Conto com vocês! Abraços "

MARIA ANTONIA CALIXTO (Cursista) 
Suzano-SP 

"Sou PEB II efetiva, readaptada; estou na rede estadual há 32 anos. Sou formada em Ciências/Biologia, com especialização em Ecologia. Adoro fazer novas amizades, cursos, ler, ouvir músicas, assistir a um bom filme ou documentário, jogar conversa fora, curtir a natureza(adoro plantas e animais). Ainda acredito no ser humano e espero que haja uma mudança no ciclo das coisas a nossa volta(acredito que o mundo realmente esteja acabando a fase de expiação e provas e que logo passaremos a viver uma fase de regeneração... tomara, meu Deus!)"

MONICA DE DONATO PRADO (Cursista) 
Salesópolis-SP 
"Olá! Sou professora de Educação Física da rede há 21 anos e atualmente atuo como coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental ciclo II em Salesópolis, cidade onde resido. Também sou professora de Educação Física da Prefeitura Municipal, onde trabalho com atividades físicas  e eventos esportivos. Tenho 42 anos e ainda quero continuar tendo o privilégio de poder estar  buscando aperfeiçoamento na área, poder trocar experiências que se somem às minhas vivências profissionais. Sucesso a todos!!! "


Temos como tutor do nosso grupo e turma o Professor Marcelo
MARCELO GANZELA MARTINS DE CASTRO (Tutor) 
São Paulo-SP 
"Me chamo Marcelo. Sou professor efetivo de inglês na rede estadual e também trabalho com formação de professores no curso de Letras, em uma universidade privada em São Paulo. Trabalho na rede pública há 10 anos; já fui professor efetivo de língua portuguesa, também na rede estadual. Há 4 anos tenho atuado em cursos em EAD com formação de professores.Adoro ler, ir ao cinema (acho que vejo, ao menos, dois filmes por semana), viajar, conversar com amigos. Fiz mestrado em Literatura pela Unesp de São José do Rio Preto - sou do interior do estado!"
Maria   Antonia

domingo, 22 de abril de 2012


Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.


(Cora Coralina)

sábado, 21 de abril de 2012


Achei bastante interessante esses dois vídeos do youtube, que tratam justamente o que estamos discutindo durante o curso, que é o uso da tecnologia na educação e a arte de aprender a aprender, que para nós professores, muitas vezes, acaba sendo a difícil tarefa de ensinar a aprender. Vale a pena conferir.
Maria Antonia





http://youtu.be/Pz4vQM_EmzI

http://youtu.be/Iw1s5tFbv0c


sexta-feira, 20 de abril de 2012





Recebi esta foto há alguns dias atrás por e-mail e achei muito interessante postá-la em nosso blog, já que ele é o cantinho do mestre com carinho e cujo objetivo é lembrar a todos que visitarem essa página, lembrarem que se sabem ler, devem isso a um(a) professor(a)!
Como seria bom se aqui no Brasil, o professor tivesse um tratamento parecido com esse...


Maria Antonia

ESTAMOS CONSTRUINDO NOSSO BLOG DE EQUIPE, DA TURMA 50 DO CURSO DE LEITURA E ESCRITA NO CONTEXTO DIGITAL -  ESCOLA DE FORMAÇÃO PAULO RENATO DE SOUZA. ESTAMOS MUITO FELIZES COM ESSA PRIMEIRA ETAPA, QUE É A CRIAÇÃO DO NOSSO BLOG.
ESCOLHEMOS UMA ABELHINHA FELIZ, PARA NOS REPRESENTAR NESTA  FASE, A FIM DE MOSTRAR QUE NOSSO TRABALHO DEVE SER COMO O DE UMA COLMÉIA, ONDE CADA UM EXERCE O SEU PAPEL, COLABORANDO DE FORMA MÚTUA, PARA A REALIZAÇÃO DO PRODUTO FINAL, QUE É ATINGIR O OBJETIVO PROPOSTO PARA ESSA TAREFA EM EQUIPE.

ESPERAMOS CONTAR COM A COLABORAÇÃO DE TODOS QUE VISAM MELHORAR A EDUCAÇÃO EM NOSSO PAÍS, COM A POSTAGEM E COMENTÁRIOS QUE POSSAM ENRIQUECER NOSSO BLOG, PORQUE ELE É O "CANTINHO DO MESTRE COM CARINHO"

COM MUITO CARINHO:

JUREMA
MÔNICA
MARIA ANTONIA